sábado, 8 de setembro de 2007

DOPING

Na tentativa de superar limites, os atletas recorrem a todos os recursos possíveis, desde treinamentos exaustivos até a ingestão de drogas. Às vezes por determinação dos treinadores, tais drogas já fizeram vencedores e perdedores. Thomas Hicks, o americano ganhador da maratona de 1904 só chegou ao final da prova, mesmo depois de desmaiar, devido a claríssima interferência de seu treinador, que lhe injetou miligramas de estricnina (veneno conforme a dose) e deu-lhe conhaque para beber, A tais substâncias, bem como à clara de ovo, atribuíam-se propriedades estimulantes, experimentadas pelo vencedor Charles Paddock e outros concorrentes americanos na prova dos 100 m rasos desse mesmo ano. Em 1960, a sofisticação chegava às anfetaminas e à nicotina, que, por sua vez, combinadas ao esporte mataram o ciclista Knut Jensen (Dinamarca) na prova de velocidade. Desde então, teve início uma corrida entre os exames da Comissão Médica do COI e o uso de hormônios e esteróides pelos atletas. Mesmo assim, já em 1972 aconteceram anulações de resultados por simples ingestão de bebida alcólica (Hans-Gunnar Lijenvall, Suécia, pentatlo moderno). O caso mais famoso, entretanto, ocorreu em 1988, quando o atleta canadense Bem Johnson teve seu resultado anulado na prova dos 100 m rasos, em que estabelecera o recorde mundial (9”79), pelo uso de esteróides. Há quem defenda a regulamentação de tais drogas, uma vez que os usuários e seus recursos para burlar os testes estarão sempre um passo à frente da fiscalização (hormônios naturais não deixam traços conforme a dose).

SANTIAGO DE COMPOSTELA

Quatro praças cercam a basílica, cuja construção foi iniciada wm 1078: a das Platerías dá acesso ao templo através de uma porta românica. A de Quintana dá para a torre que marca a hora de Compostela. Por ali saem as procissões da basílica. Na Azabacheira o templo se transforma em neoclássico. Na praça de Obradoiro termina a calçada ao redor da basílica. O primeiro santuário erguido por Afonso II foi construído sobre um altar romano dedicado a Júpiter. Quando o número de peregrinos aumentou, a igreja foi reformada e ampliada até chegar às dimensões atuais. O Pórtico da Glória, construído no final do século XII, está situado atrás da belíssima fachada barroca do século XVIII. Entrando pela porta lateral vêem-se três grandes portais esculpidos com fileiras de anjos, apóstolos, profetas e personagens bíblicos. Imediatamente abaixo está o próprio São Tiago, sentado sobre a “árvore de Jessé” (árvore genealógica de Jessus, que começa com Jessé, pai de Davi). Na árvore há cinco sulcos causados pelos dedos dos peregrinos que, antes de entrar, passam a mao pedindo graças. Uma estátua dourada de São Tiago brilha intensamente sobre o altar. De cada lado há escadarias pelas quais sobem os peregrinos para abraçar a imagem. Ao descer, vê-se o ataúde de prata que contém os ossos do apóstolo. No altar-mor há uma estátua de São Tiago com chapéu de aba larga, montado em um cavalo branco, ladeado por anjos.
São três os principais caminhos utilizados pelos peregrinos para chegar a Santiago de Compostela:
- O caminho do norte, também conhecido como “rota cantábrica” ou Caminho alto”, foi usado nos primeiros tempos da peregrinação. O terreno acidentado tornou o caminho desaconselhável. Atualmente, voltou a ser usado por sua importância turística.
- O caminho francês, que atravessa parte da França antes de entrar em território espanhol, é o mais usado por peregrinos que vêm de outros continentes.
- O caminho de prata também chamado “calçada romana”, foi antigamente a mais importante rota de peregrinação e comércio entre os portos andaluzes e o norte da Espanha.
Qualquer que seja a rota escolhida para chegar a Compostela, os peregrinos fazem o possível para dormir, ao menos por uma noite, em um dos mosteiros espalhados pelo caminho, uma experiência espiritual sem dúvida inesquecível, apesar de todo o desconforto.